... Quotes ...

"And as history shows us again and again, those who forget the past are doomed to repeat it." (Meredith Grey - in "Grey's Anatomy")

domingo, 20 de novembro de 2016

Das pessoas que nos podem partilhar felicidade...

Então... chegou o momento de responder à 2ª pergunta da proposta "15 perguntas sobre Felicidade aplicada ao Autoconhecimento", do grupo "Pra ser mais feliz"






Grupo "Pra ser mais feliz" no Facebook

Quando paro para pensar em felicidade e pessoas que "me fazem" feliz, percebo duas coisas, de imediato:

1º - Estou profundamente inserida nas argumentações sobre "não procure felicidade nas outras pessoas", "apenas você é responsável pela sua felicidade", etc e tal...
      Então... fui ler novamente a pergunta... e a pergunta não é sobre quem me faz feliz... e sim quem são as pessoas que proporcionam felicidade ao participarem da minha vida (e isso é muito diferente do que o simples e linear "quem te faz feliz") 😀

2º - Avancei uns bons passos no relacionamento comigo mesma, uma vez que a primeira pessoa que pensei foi em mim mesma! 😊 


Respondendo a pergunta:


Eu mesma.

Euzinha. Por que eu sei bem o estrago que é quando me distancio de mim mesma e perco o contato com o meu interior. 
Quando eu mesma participo da minha vida... minha existência ganha muito mais vida e momentos "doidivanas"; ganha sentido.
Quando eu mesma participo da minha vida... significa que eu estou agindo, que estou vivendo e não apenas sobrevivendo.  Significa que eu estou guiando meu caminhar, escolhendo meu rumo. 
Isso me deixa feliz.


Minha família

Onde estão as pessoas com quem mais tenho partilhas. Memórias, momentos, lembranças - História.


Meus poucos e prezados amigos

Como já ouvi por ai... amigos são a família que você escolheu.



Também percebo que a minha resposta está um bocado convencional. Até mesmo diplomática. 😁

Uma vez que a proposta da página "Pra Ser Mais Feliz" é justamente nos fazer refletir sobre esses temas... penso que esta será uma pergunta que terá MUITO mais reflexão do que palavras escritas aqui neste post.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Das reflexões sobre a tal Felicidade...

Então, é chegado o dia de responder à 1ª das 15 Perguntas sobre a Felicidade aplicadas ao Auto Conhecimento do Grupo "Pra Ser Mais Feliz".

15 perguntas sobre a felicidade

O primeiro pensamento sobre felicidade, acaba não sendo sobre a felicidade em si.

E sim que "não é fácil falar sobre Felicidade". 😕

Por que essa dificuldade em escrever sobre algo que é tão falado, analisado, comentado, desejado? Talvez a resistência esteja no fato de que é algo tão importante para cada um de nós.

Desejamos tanto a prometida Felicidade. Fazemos tanto por ela. E, ao mesmo tempo, conseguimos desperdiça-la tão fácil e rapidamente. E... ops!... já está aí outra característica: a Felicidade (ou a maneira como convivemos com ela) é tão contraditória.😒

.

Lutamos para consegui-la; desperdiçamos sem nem piscar os olhos.


Mas, e o que eu consigo extrair de mim mesma se eu tentar "definir" a Felicidade?

Felicidade, para mim, é um estado de espírito completamente positivo de tal maneira forte que causa transformação interna, crescimento ou evolução, como também se diz.

E daqui, dois pontos são importantes.

Primeiro, este crescimento não é consequência apenas da tal felicidade; acontece até muito mais vezes, quando forçado por outras emoções e sentimentos menos 'felizes', sem me permitem o trocadilho. 😊

Segundo, essa definição é a minha definição padrão... mas, nem sempre barrinha verde de "carregando a felicidade" chega aos 100%. Por vezes, a felicidade se carrega em menores porções e não causa necessariamente grande tsunami dentro de nós (se bem que duvido muito que cada minuto da vida, com ou sem a felicidade, não nos cause mudanças).

Ok. "So far, so good". Continuemos...

.

E, o que me causa, ou pode causar, a Felicidade?


Barrinha verde 100% carregada? (algumas, por que sempre fica faltando uma ou outra)
Apaixonar-me. Viajar. Conhecer um lugar pela primeira vez (os lugares mais simbólicos que sempre "quis conhecer"). Ler "aquele" livro que ao invés de me contar uma história, me leva para dentro dela e me faz viver a história. Saber que minha família está bem. A cura de algum mal em mim ou em alguém que eu venha a ficar sabendo, seja quem for. Os momentos profundos de oração, em que eu realmente viajo para dentro de mim. Concluir um objetivo. Aprender algo novo no quesito auto conhecimento. Sentir dentro de mim que perdoei algo - pura e simplesmente, ultrapassei e deixei algo ficar no passado, onde é o seu lugar. Fazer um bem a alguém, quando eu não estou MESMO ganhando nada com isso. Estar com uma alma afim que dá sentido ao termo "afinidade" e "cumplicidade".

Barrinha ali pelos 50% ou mais?
Ler um livro que não seja "transcendental", mas, que conte uma bela história de amor que me faça suspirar, ou sentir uma dor no peito, pelo menos uma vez. 😊 Férias. Iniciar um projeto. Traçar planos para esse novo projeto. Segurar uma criança ao colo. Cheiro de bebê. Ouvir o sorriso de alguém que eu ame. Lembrar das coisas boas que já passaram.

Felicidade em pequenas doses?
C-h-o-c-o-l-a-t-e....😁 (sim... merece uma linha exclusiva!)
Canto Gregoriano. Cafuné. Tirar os sapatos no fim do dia. Minha cama. Meus 4 travesseiros! Ouvir a intro de "Sweet Child o' Mine". Praia - quanto menos "urbana", melhor. Sentir o sol aquecer minha pele. Cozinhar - por vontade, não por obrigação. O último "check" em uma lista de pequenas tarefas. Beijar. Criar com minhas mãos qualquer tipo de coisa, seja um conserto em casa, seja um bordado, seja um artesanato. Pirraçar as pessoas que me são queridas! Escrever. Pensar. Refletir. Observar o mundo ao meu redor, o comportamento das pessoas. Silêncio. Sossego e um pouco de solidão diária. Ver decorações de Natal. Fotografias antigas. Colocar os pés na água. Colocar a cabeça debaixo do chuveiro. Um bom debate. A acústica de uma igreja.
Ver que alguém que seja especial para mim chega até a mim com interesse genuíno de conversar COMIGO, partilhar COMIGO, aprofundar conhecimento COMIGO - que eu sou a causa do interesse da pessoa. Que não está apenas no raso campo de um olá, bom dia ou boa tarde protocolar. Bom dia e boa tarde por educação ou para constar na lista, eu digo aos meus vizinhos, de quem nem sequer sei o nome ou já decorei o rosto. O raso não é para mim. (sim... também merece uma linha exclusiva).



A pergunta também questiona sobre "perfeição"

Perfeição também é algo subjetivo, como Felicidade.

Acredito na Perfeição sim, desde que a Perfeição conte com a possibilidade de ser imperfeita.

Porque Perfeição para mim, em muitos casos, não é isenção de conter erros e sim, ser feito sob medida. Ser feito de forma "perfeita" para alguém.

Quantas vezes um erro na minha vida não foi a oportunidade perfeita para que eu aprendesse algo, ou até mesmo fosse salva de algo pior?

Conclusão?

A relatividade impera, uma vez mais... 

Quando estou numa fase "Pollyanna" da vida, as doses diárias de felicidade são surpreendentemente fáceis de acontecer.

Por outro lado... existem dias em que apenas não estar triste, já é uma felicidade.

sábado, 5 de novembro de 2016

Das vontades e das conversas...

Ando com vontade de escrever.

E para me ajudar, vou sentar aqui no sofá com uma querida amiga.
E, assim, entre um gole e outro de chá bem quentinho, no aconchego de uma boa conversa, com alguém que inspira a conversar e a interagir, com quem dá ao mesmo nível que recebe, há de surgir a inspiração que faz os dedos dançarem sobre o teclado e as palavras surgirem de todos os lados.

Porque eu sou consumida pelo entusiasmo quando converso com alguém que me ouve e não apenas escuta. 
Com alguém que questiona e não apenas diz "Olá". 
Com alguém que quer conversar, interagir, trazer me algo e em troca levar algo de mim.

Porque eu sou levada pelo brilho de interesse no olhar de quem me enxerga e não apenas me vê.
De alguém que não se poupa da experiência de conhecer.
De alguém que quando para o meu caminho é para realmente dele um pouco pertencer.







segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Da Insistente Persistência...



Na estrada em que caminho, o não mais difícil de ser dito é o não para mim mesma.

O necessário não para evitar que eu insista em algo que não devo insistir, para travar a minha crença de que eu sempre posso fazer mais alguma coisa (que eu posso dar mais um passo, estender a mão uma vez mais, baixar a guarda pela enésima vez) - e que se eu não fizer essa “mais alguma coisa”, terá sido então por isso que determinada situação não deu certo.

Seja o assunto amizade, família, trabalho ou amor.

Difícil para mim dizer não à minha vontade de persistir, mesmo quando já virou insistência ou um patético pedido de desculpas onde nem sequer errei em nada.

Difícil para mim não pensar que eu poderia ter feito algo mais, mesmo que não haja nada que eu possa fazer.

Difícil para mim encarar que eu não posso resolver tudo e que “boa vontade” só, não basta. Nem boa vontade, nem transparência, nem sentimento, nem nada dessas tretas tão partilhadas em infográficos nas redes sociais dizendo que não se pode “desistir” ou “arrepender” de nada e nunca.

Há sempre uma parte que pertence à outra parte. Valorização apenas de um lado, derruba o prato da balança e espalha o grão pesado por todos os lados. Grão do chão, já ninguém o quer.

E, se não aprendo isso, não cultivo o terreno para o amor próprio, enfim, desabrochar.

Quando eu não conseguir obedecer o auto-imposto não, que ao menos, a minha desobediência seja apenas em forma de um silencioso e íntimo grito.









quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Da elasticidade...



Sabe que eu adoro material de escritório?! Tipo assim, mesa com tudo arrumadinho, canetas, lápis sempre bem afiado, clips, apontadores, grampeadores, post-its de variadas cores e modelos, molas para papel, furadores, pasta-arquivo e... elásticos.

E sabe que eu percebi que eu não uso os elásticos? Tenho uma certa desconfiança com eles.

Se ficam muito tempo sem usar, endurecem, colam-se uns aos outros, vão para o lixo em um só "bolo". Quando uso-os, parecem espetaculares porque posso esticá-los à minha vontade.

Mas, na verdade, percebi que mesmo quando usados, eles deformam, ficam esticados, gastos e, por vezes, também enrijecem naquela forma; nunca mais voltam à forma original (recuperar a elasticidade é algo que nem a Medicina Estética conseguiu desvendar ainda).

E, de repente, simplesmente arrebentam; lá se vão as folhas para todos os lados.

 
A eterna confiança de que alguém pode esperar pela nossa decisão (mesmo que não seja "por mal"), me faz pensar em elásticos.

E, a nossa eterna boa vontade em acreditar que temos sim sentimentos para esperar eternamente é (na minha opinião) subestimar o desgaste da elasticidade.